12.23.2004

Scheiße

Acabei de ler no último segundo que as mulheres magras devem morrer antes das gordinhas. Tô ferrada.

12.21.2004

Frio

Considerações Sobre o Frio:
* CONSIDERAÇÃO PRIMEIRA E ÚNICA:
Fazer frio, tudo bem. Mas fazer frio e ventar ao mesmo tempo é sacanagem.
Conclusões sobre o Frio:
* CONCLUSÃO PRIMEIRA E ÚNICA:
Geladeira: 7°C
Lá fora: -7°C.
Então, você conclui que está frio, mas muito frio mesmo, quando vindo lá de fora, pega a cerveja que está há dias na geladeira e tem a certeza de que ela está quente.

12.19.2004

Elas Mandam Bem. E Rápido...

Ou sobre a minha lentidão
Estou me sentindo a lesma grávida: ia escrever sobre o IKEA, a Maria escreveu antes. Ia contar pra vocês que eu não sou eu, a Mônica postou coisa parecida antes. Ia contar sobre as piores notícias que li (a pior notícia- recente - que me lembro de ter lido na minha vida foi essa aqui. Hoje, li essa também. Por favor, se vocês souberem de coisa pior, não me contem), mas não consegui fazer o link direito, aí a Denise escreveu antes. Hmpff, assim não dá, né meninas:)
Suas, suas, suas...competentes.
ADENDO: As piores notícias recentes falam sobre os bebês sequestrados ainda na barriga da mãe. Não consegui colocar os links, mas vocês devem ter lido na imprensa a respeito. O 1. caso aconteceu na Colombia, e o mais recente nos EUA. Osl inks:
”//ultimosegundo.ig.com.br/materias/mundo/1639501-1640000/1639639/1639639_1.xml/
e também:
”http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2004/12/041218_fetoaw.shtml/

12.18.2004

Diferenças Entre Brasil e Áustria?

O assunto já está meio velho, mas ainda provoca discussões acaloradas. No últmo Pisa-Studie – avaliação de ensino feita entre estudantes de 13/16 anos – referente aos anos 2000/2003, a Áustria teve um desempenho desastroso: de 8°, passou para o 20° lugar. A pior qualificação veio em Matemática, seguida de Ciências e por último, compreensão oral e escrita da língua. Os alunos foram qualificados de analfabetos funcionais – gente que lê e escreve, mas não tem noção do que leu ou escreveu.
Em tempo: os melhores resultados ficaram com Finlândia, Japão e Coreia, sucessivamente. Em 2000, a ordem da lista era Finlandia, Japão e Coreia.
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O marido austríaco de uma amiga foi à São Paulo. Em uma churrascaria, descobriu o sistema de placas verdes e vermelhas (quero mais comida/ dispenso mais comida - se é que entendi, não sou versada em churrascarias !). Ficou absurdamente chocado ao descobrir o funcionamento: o cliente prova um pedaço da carne, não gostou, deixa de lado, pede mais uma picanha, não gostou deixa de lado, prova um pedaço de frango, deixa de lado, pede mais não sei que, não gostou, deixa de lado, etc, etc.
-„O que é feito da comida que as pessoas deixam de lado?“, pergunta ele.
-„Ora, o restaurante joga fora“, responde alguém.
Comida, aqui na Áustria, é coisa sagrada, principalmente entre a população mais idosa. Mesmo as pessoas da nova geração refletem esse comportamento: gente que viveu nos tempos da guerra, sem ter o que comer, sabe bem o valor de uma refeição, e ensina isso aos filhos.
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Houve uma época em que eu estava viciada em salada de trigo. Minha mãe apelidou de comida de passarinho, e dizia:
-“Se você continuar comendo pouco assim, seu estômago vai acabar diminuindo, você não vai mais conseguir comer direito...“
Não conheço nada que dê embasamento científico, mas mãe é mãe, né:), acho que ela acertou: não consigo comer muito, ainda que eu gostasse (e eu gosto), meu estômago simplesmente não aceita. Então, encarar menus como os que são servidos aqui, é um pouco demais para mim.
Certa vez, logo depois de minhamudança, cometi o pecado de pedir o menu, ignorando o que havia incluído: sopa, salada, um prato a base de ovos e carne salgada, um outro prato que não me lembro e de sobremesa, Strüdel. É claro que ao fim da sopa já pedi para jogar a toalha. A dona do restaurante me olhou chocada e balançou a cabeça, repreensivamente. O bonitão tentou me salvar, comeu minha porção além da dele, explicou para a dona que eu era brasileira, ainda não acostumada com a comida, etc, etc. Mas aos olhos dela eu era a DESPERDIÇADEIRA.
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Aqui há uma loja de origem sueca chamada IKEA, o jardim de infância dos adultos. A Maria do Montanha Russa escreveu um post falando justamente falando sobre essa loja, e o título é um dia na Disneylândia sueca. É o paraíso do consumo, e eu confesso que adoro ir lá. Um passeio no IKEA aos sábados , aqui em Graz, convence você – brasileiro inexperiente - de que a população austríaca não tem móveis em casa. As filas são imensas, os preços convidativos, e o design costuma ser muito original. Talvez ppor isso, sem exagero, as pessoas trocam de móveis praticamente a cada ano. Móveis NOVOS são trocados, eu quis dizer, a tal ponto que é comum virem pessoas mais pobres dos países vizinhos recolher e revender em seus países.
O bonitão mesmo tinha um guarda-roupas lindo. De madeira clara, pertenceu ao avô dele, mas ainda estava novinho, novinho. Trocou por outro do IKEA. Eu furiosa, fiquei pensando: „Que DESPERDIÇADOR.“
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Quantas diferenças, não...?

12.17.2004

Pessoas que vêm:

Míriam, obrigada pelas palavras doces. Acho você, sim, gentil, corajosa e muito, muito bem humorada!


12.15.2004

Pensamento do Dia

Sobre as Heranças

Com tanta, mas tanta coisa para eu herdar do meu ídolo , fui herdar logo as vírgulas. Por qual motivo, meu Deus? Não, antes que alguém diga alguma coisa, eu amo as vírgulas, se não, não as usaria tanto: elas estão espalhadas caoticamente por tudo o que o que escrevo. Salpico vírgulas desmedidamente. Demais. Mas preferia ter herdado outros talentos.
Ah, dispenso comentários debochados, sim☺



12.14.2004

Notícias de Mim

Ou: Ninguém perguntou nada, mas eu vou dizer.
Pois sendo:
Minha lista de presentes original era assim:
Lista de Presentes
1 - CD: Bloco do Eu Sozinho - Los Hermanos
2 - CD: Bonança - Los Hermanos
3 - Livro: Rosário de Minas - Memórias e Sugestões, Octavio Mello Alvarenga
4 - Livro: Como e Por que Ler os Clássico, de Ana Maria Machado
5 - Grande Sertao Veredas (pode ser de sebo, viu?)


Eu já ganhei:
1-PERDAS E GANHOS -LYA LUFT.
2-OS CUS DE JUDAS -ANTONIO LOBO ANTUNES
3-SE UM VIAJANTE NUMA NOITE DE INVERNO- ITALO CALVINO


Ainda vou ganhar:

4 - Livro: Como e Por que Ler os Clássico, de Ana Maria Machado
5 – Os 2 CD’s dos Los Hermanos, inclusive o que não é Bonança e sim Ventura (obrigada, Barbra Brusk).


Fui eu mesma que me dei. Os livros estão à caminho, ela já me mandou (mas ainda não chegaram. E eu, bobona, achei que o frete do Submarino ficaria mais barato para o Brasil e de lá em remessa particular para a Áustria. Não contava com o aumento de tarifa dos Correios, aqueles astuciosos). Mas como eu ia dizendo, fui eu que me dei os presentes. Quero tornar público meu agradecimento. Obrigada, Felicia. Se todos me amassem como você, meu mundo ficaria mais completo.
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Ninguém perguntou nada, mas eu vou dizer II.
Pois sendo:

Meu nome é Felicia Luisa. Sem acento em nehum dos ii. Não é por nada não. Mas eu queria que vocês soubessem...

12.12.2004

Hoje

Finalmente nevou, e eu amo neve: em filmes, livros, gravuras. Até mesmo ficar olhando pela janela enquanto os flocos caem eu acho bacana. E só. Mais que isso é masoquismo.

12.11.2004

Últimas notícias da Áustria

Acaba de ser confirmado pelos médicos austríacos: Yushchenko, líder e candidato da oposição na Ucrânia, foi realmente envenenado.
Fiquei sensibilizada com o drama pessoal desse homem, imagine, ser envenenado, que coisa mais impensavelmente fora de moda, tão fora de moda que nunca imaginei que alguém ousasse fazer isso com uma pessoa qualquer, quiçá com um político famoso.
O pior é a paranóia delirante em que ele deve estar vivendo. Coisas simples, como acordar e desejar müsli no café da manhã se tornam um verdadeiro drama. Por exemplo, ele olha detalhadamente a maçã e começa a ter pensamentos desconfiados a respeito: „Hmm, essa maçã não me parece muito saudável“. Então opta por um simples pão com café. Mas o pó de café pode ser mais perigoso do que aparenta, vai lá saber. Assim, ele decide tomar café na padaria do português Joaquim, imigrante há mais de 60 anos na Ucrânia, que o conhece desde que ele não era um político famoso. E quem poderá garantir que o português também não foi cooptado? Yushchenko decide então ir para um bairro desconhecido, fazer o desejejum num lugar qualquer onde ninguém pode imaginar que ele iria alguma vez. Mas como esquecer que os ucranianos estão ali, tete-a-tete com os russos, os melhores enxadristas do mundo, gente acostumada a raciocínios difíceis? Certamente que essa hipótese, todas as hipóteses já foram pensadas pelo inimigo.
Pronto, a paranóia está instaurada. Como se ver livre desse pesadelo? De qualquer modo, já se passaram mais de 18 horas desde a hora em que Yushchenko acordou, ele provavelmente desiste do café da manhã e começa a pensar no jantar. E o círculo está instaurado, o drama de ter que decidir o que comer e em quem confiar se repete.
Pensei em ajudar de alguma forma, e a única coisa que me ocorreu foi passar para ele o telefone daquela moça, jurada do Sílvio Santos. Não sei bem se era a Mara Maravilha ou Sol, a que só se alimenta de luz. É sério, viver em paranóia é fogo.

12.08.2004

Fechado para balanço

Motivo: libriana em crise. Reabre amanhã. Librianos como eu sempre mudam de idéia. Só não decidi ainda qual idéia a mudar...

12.05.2004

Meu Pai

Hoje é também aniversário da morte de meu pai.
Há quatro meses ele partia, não sei prá que destino.
Existe uma lenda que diz que as pessoas, quando morrem viram estrelas. Será?
Não sei, só sei que sinto a falta dele como nunca achei que fosse sentir. Tälvez porque tenha me preparado tanto para o dia em que ele fosse embora, já que ele estava adoentado, eu não tenha sentido um baque tão grande no momento. Mas agora...
Sabe, ele não era lá uma pessoa de muitas palavras. Sempre calado e, como ele mesmo gostava de se definir, muito "sistemático". Mas era uma boa pessoa boa, meu pai.
A gente tem sempre a mania de "endeusar" os que partem, mas não é isso o que quero fazer. Sei que meu pai tinha seus defeitos (vários), mas não posso me esquecer das boas coisas que ele me ensinou. Sabe, aqueles valores que você carrega para toda a vida, como ser bem-educado, tratar todos como um igual, não querer ser superior a ninguém, não desmerecer ninguém, compartilhar sempre.
Existe uma frase de que ele gostava muito: Fazer o bem sem olhar a quem.
E, sendo homem de pouca conversa, mesmo não sabendo como levar um bate-papo, ele conseguiu me incutir tantas coisas boas...
Hoje sinto saudades dele, como se sente saudade de algo que não se viveu em toda sua plenitude.
Bom, se ele virou uma estrela, tenho certeza de que me guia pelo caminho.
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Copiei esse texto da minha irmã.

Krampus, Natal e Dia de Reis

Hoje é o dia do Krampus aqui por estas plagas. Me lembro de ter lido a 1. vez sobre eles em não sei mais qual livro, muito e muito tempo atrás. Era a história de um médico n*azista, responsável por vários experimentos cruéis e mortes nos campos de concentração e que ao fim da guerra foi se esconder numa pequena cidade europeia, talvez na Alemanha mesmo, não me lembro. Mas nesta cidade, foi reconhecido por sobreviventes judeus que arquitetaram o plano de matá-lo para se vingar. Para isso, esperaram o dia 05 de Dezembro, se fantasiaram de Krampus, e foram atrás do médico, que se não me engano, foi morto a pauladas. Vou perguntar para minha irmãzinha o nome do livro, e quando souber, digo aqui.
Sobre os Krampus mesmo, e suas origens, fui pesquisar no Google, mas não encontrei muita coisa. Eles são algo como os assistentes de Papai Noel. Só que aqui, Papai Noel mesmo, assim como estamos acostumados também não existe.
Bem, mas vamos por partes: krampus são a encarnação dos demónios do inverno, e é assim mesmo que eles se trajam: com roupas e máscaras de demónios, realmente muito feias e uma bolsa enorme nas costas; saem arrastando correntes e fazendo um barulho que, somado ao visual, os torna francamente assustadores. Eles tem a função de fazer o “balançø anual” entre as crianças: saber quem destas foi um bom menino - e que terá direito a saquinhos com bolos, pães com frutas cristalizadas, chocolates e outras guloseimas -, e quem não se portou bem. Os Krampus ameaçam sequestrar e levar em suas sacolas as crianças deste último grupo, alem de castigá-las com varas (tipo varas de marmelo, tá gente? Cruz, aqui a gente tem que explicar tudo nos miiinimos detalhes. Eu hein?!) para que elas aprendam a se comportar bem.
Já amanhã é o dia de Sankt Nikolaus, que leva uma certa semelhança como nosso Papai Noel, e não apenas nos trajes em tons de vermelho. É uma tradição muito viva ainda: É ele , também conhecido como Weinachtsman (o homem da noite de Natal), quem traz os presentes, no dia 06 de Dezembro. Na família do bonitão, por exemplo, era o pai dele quem interpretava o Weinachtsman: com o manto vermelho e máscara, ele trazia um caderno onde estava listado tudo o que as crianças – no caso, o bonitão e seu irmão - haviam feito de bom e ruim durante o ano, e só depois de ler os feitos de cada um, distribuía os presentes. É claro que as crianças nem imaginavam que era o pai delas que estava ali fantasiado, e ainda, segundo o bonitão, era desconcertante como o “Weinachtsman sabia tudo o que nós havíamos feito de bom e ruim.” Hmmpf, fiquei com inveja da infância dele. Ah, esquece. Tive Natais maravilhosos também...
Alem disso, existe aqui também a tradição das árvores de natal, enfeitadas com velas que só serão acesas na madrugada do dia 24. Há a entrega e troca de presentes, feita no dia 25 de Dezembro. As crianças acreditam que esses presentes são trazido pelo Christkind. Não sei traduzir isso: Christ é Cristo, Kind é criança, entendam aí como acharem melhor, certo? Na noite de Natal, como na tradição do nosso Papai Noel, o Christkind vem escondido. Os adultos arrumam um jeito de colocar os presentes sob a árvore sem que as crianças percebam, e depois dizem que “o Christkind passou por aqui agorinha, agorinha...”
E por último, ainda tem aqui em Janeiro, o dia dos 3 Reis Magos. Eu sou de uma cidade relativamente pequena, por isso ainda tive a chance de assistir à Folia de Reis, espero que vocês também, pois é bem legal. Pois bem, aqui essa comemoração também é diferente, apesar da origem ser a mesma – a adoração do menino Jesus pelos 3 Reis Magos: no dia 06 de Janeiro, três pessoas, quase sempre crianças, vêm á nossa porta, entoam canções e/ou contam histórias sobre o nascimento de Jesus, a adoração em Belém e a perseguição de Herodes. Ao final, recolhem algum dinheiro – não sei para que - , e escrevem com giz sobre nossa porta a expressão C+M+B, seguida do ano corrente. Até há cinco minutos atrás eu achava que essas eram as inicias de Caspar, Melchior e Balthasar, mas resolvi pesquisar o tema no Google e encontrei a expressao “Christus mansionem benedicat”, ("Christus segne das Haus") que quer dizer Cristo abençoa esta casa. Fiquei em dúvida. Só posso dizer que no ano passado, quando as 3 criancas tocaram a campainha daqui de casa, habitada por gente pão-dura, nós fingimos que estávamos dormindo. Sem comentários.
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Pra me penitenciar da pão-duragem, se eu sair hoje à noite, faço umas fotos dos Krampus e posto pra vocês, fica certo assim?

12.01.2004

Uma Idéia Legal

O O Alexandre, lá do LLL teve uma idéia bacana: Criar uma lista com os melhores livros de ficção de todos os tempos, lista feita pelos leitores do blog. Até aí, nada demais. O que eu achei bacana mesmo foi a possibilidade de criar(mos) um Clube de Leitura. Eu pergunto para os meus cinco seletos leitores: O que é que vocês acham? Tem um blog listado aí do lado A Cadeira - que teve uma proposta semelhante, mas infelizmente "fechou" faz tempo. Eu nunca quis deslinkar pois achava interessante manter a idéia desperta. E agora, parece que vamos ter chance de brincar a sério de novo. Vamos participar? Sugestões lá para o LLL, certo?

11.27.2004

Meu Encontro com um Nobel

Não, eu não vou falar da Jelineck, a austríaca que ganhou o Nobel de Literatura esse ano: nunca li nada dela, e pelo jeito não vou ler, pois segundo consta, ela escreve em dialeto. E se eu já não me garanto no alemão, que dirá nessa variante... Vou continuar mesmo falando sobre Meus encontros com Saramago. O título ficou assim pomposo porque eu queria impressionar, mas a história é bem simplesinha. E foi assim:

Dessa vez, Saramago estava no no Museu da Imagem e do Som, no Rio para o lançamento de “A Caverna”. E lá fui. Só que então ele já era o Nobel, e claro que então estava a imprensa em peso, auditório lotadíssimo, e eu sem chance nenhuma de repetir a dose com mais meia hora de papo como da última vez: os organizadores eram gente nada fina, e ao me ver com dois livros na mão, uma mullher com cara de muito brava, grunhiu: “Ele está cansado, só vai autografar um livro por pessoa...” Nossa, que meeeeda. Bom, terminou a apresentação, entrei na longa fila para autógrafos. Quando chegou minha vez, eu nervosa, nervosíssima frente à meu ídolo, comecei com uma frase estúpida e ensaiada assim: “Acho que o senhor não vai se lembrar de mim...” e ele, com cara de quem se lembrava mesmo: "Mas é claro que me lembro..." No meu diário á época, registrei assim:

Rio, quero dizer, Niterói, 08 de dezembro de 2000. Ontem, cheguei em casa feliz, feliz. Falei com Saramago. Acredita que ele lembrou de mim? Pois lembrou. Ele se levantou, tomou o meu braço, e perguntou: “Então, como vai a vida?” Eu, pateticamente respondo que tudo bem. Eu me odeio, mas eu me amo."
Saí de lá com mais autógrafos, e um belo sorriso. E isso foi tudo.

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Mas no meu tesouro pessoal do Saramago, além dos autógrafos e do valiosíssimo endereço, tem também uma carta que recebi quando me casei, e que me deixou muito feliz – e orgulhosa também. A história é assim: Logo depois do meu casamento, fiz um daqueles cartões de participação com fotos da cerimônia, e enviei para ele junto com uma cartinha de que não me lembro do texto exato, mas era mais ou menos assim :


“Querido José Saramago,

Como além de ser sua fã, o considero também meu amigo, estou escrevendo essa carta para lhe dizer do meu casamento. Desejo a você toda a felicidade que eu mesma sinto agora.
Com carinho,
Felicia Luisa”

E aí, como resposta recebi a cartinha abaixo:


Cartinha do Saramago
Originally uploaded by FeliciaLuisa.

Só para deixar claro: tenho que confessar que o motivo pelo qual eu estava no Largo de São Francisco era por causa do Saramago mesmo, e não pelo ato do MST. É claro que ele não teria condições de saber disso, né?
E por enquanto, chega de tietagem....

11.24.2004

Estou como um Urso

Hibernando.

Por que é que a gente é assim?

Ou de Como Uma Coisa Puxa a Outra
Semana que passou, descobri o preço de um maço de cigarros aqui. O Marlboro custa € 4,60. Quase caí pra trás, quatro euros e sessenta centavos é muita grana, ainda mais se você tiver o hábito de ficar convertendo euros em reais.
Das recordações que tenho dos meus tempos de fumante, trago a lembrança do Free: Acho que custava uns R$ 1,80, ou R$2,00, mas posso estar enganada. Só sei que eu também achava caro. Ainda existe essa marca de cigarros? Quando estive no Rio, meus amigos ex-fumantes de Free agora fumavam Derby (um mata-rato danado de ruim).
Do Free, gostava de assistir ao comercial. Especialmente no sábado, à hora do Intercine, quando era veiculada sem cortes. Aos filmes do Intercine eu raramente assistia, mas esperava sempre para ouvir:"...mas alguma coisa a gente tem em comum". E tudo por causa da música: Não fazia idéia de que música era e de de quem a tocava; ela me fazia recordar alguma coisa desconhecida, me provocava uma saudade de algo que eu nunca soube identificar, uma angústia por algo apenas entrevisto, mas que nunca - até hoje - veio à tona, uma espécie de tristeza morna.
Assisti ao comercial por muito e muito tempo, sempre com uma carga forte de algo que eu não sei explicar. Algumas, raras músicas me provocam isso. E essa era uma delas.
E foi assim, que já morando no Rio, decidi descobrir que música era aquela. Liguei pra o Serviço de Atendimento ao Consumidor, o n° vinha impresso na embalagem do cigarro. Expliquei o que queria, e fui bem atendida: a moça me explicou que havia uma agência de publicidade responsável pelo comercial, e muito prontamente, me deu o n° de telefone. Liguei pra lá, expliquei a história da música e de novo, fui muito bem atendida. Me mandaram para um endereço em Botafogo, perto (no?) prédio da FGV. Cheguei lá, e que coisa, fui muito bem atendida por um rapaz. Contei a história da música e do comercial e ele me olhava meio espantado. Por fim disse: "Nossa como você é persistente. Você chegou até aqui por causa da música?" Eu disse que sim, era uma música que mexia comigo, não sabia explicar o porquê. Ele me disse:" É o Rick Wakeman quem toca. Traz uma fita que eu gravo pra você." Eu disse tá, muito obrigada. E nunca mais voltei.

11.22.2004

Sabe o que é?

É que ando tãoooooooooo cansada. Por isso:

Telefonemas que não fiz,
Notícias que não mandei,
Comentários que não respondi,
Blogs que não visitei,
mails que não retornei,
palavras que calei:
Opções:
a) Não se afobe não, que nada é prá já;
b) Tudo tem seu tempo debaixo do sol, já dizia o Eclesiastes;
c) Desculpem, amiguinhos:
d) A Dona do Blog é mal educada;
e) Todas as opções anteriores.
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Essa semana tive um sonho-pesadelo. Assim: Sonhei que Jesus tinha um blog (confesso que tenho visitado muito o Jesus, me Chicoteia!, não sei se foi influência), então Jesus tinha um blog e contava assim:" Me lembro quando vi a madeira com a depressão onde se encaixaria o cravo. Fui deitado ali (?). Quando pregaram os cravos em minha mão, a dor foi enorme, mas ainda suportável; porém quando pregaram os cravos nos meus pés, achei que não ia aguentar de tanta dor."
Não me lembro bem das palavras corretas, mas fiquei com uma pena muito grande de Jesus, foi impressionantemente horrível a descrição da dor da crucificaçao.
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Eu vou contar o resto da história do Saramago. Mas só depois.

11.16.2004

O Saramago e eu. Eu e o Saramago.

E hoje, outro aniversário: a JOSÉ SARAMAGO, meu carinho, meus parabéns e meus agradecimentos especialmente pelos personagens que você incluiu na minha vida. Bem, dito isso, outra coisa: Vocês já devem ter se deparado com pessoas que vivem de“torcer o assunto“, só para incluir na conversa um determinado tema preferido. Então, é isso: eu comecei falando do aniversário dele, mas minha intenção é verdadeiramente incluir no post como foram meus encontros com José Saramago, pois é claro que tenho que tornar – mais – pública essa história. E sem mais delongas, a história começa aqui:



Quem quiser saber a versão do Saramago sobre nosso encontro, deve ler o livro „Cadernos de Lanzarote“, na data de 16 de abril de 1997 (Cadernos de Lanzarote II, na 1. edição da Cia das Letras, corresponde à pagina n°353 do Diário V). Lá, de forma sucinta e muito melhor apresentada do que eu jamais poderia, está representado nosso encontro. Por favor, apenas corrijam o fim do texto: onde está escrito Letícia Luisa, leia-se Felicia Luisa, pois a protagonista é mesmo essa que vos escreve.

Já a minha versão é bem mais longa: Saramago estava no Rio acompanhando o lançamento do livro de Sebastião Salgado. Naquele época, ele não era o ilustre Nobel, e eu já era sua fã – eu tenho um orgulho danado de dizer que conheço o Saramago muito antes dele virar moda, perdoem mais uma vez minha personalidade metida a besta. Me lembro que passei quase toda a noite em claro, escrevendo cartas para entregar à ele, que estaria no Centro Cultural Unibacno, em Botafogo, juntamente com o Sebastião Salgado e o Chico Buarque. Eu tinha acabado de ler os „Cadernos de Lanzarote I“, onde Saramago afirma que nunca se recusa a falar com seus fãs nem discutir sobre seus livros, e, sendo assim, eu sabia iríamos nos falar. Mas Saramago foi logo embora, alegando cansaço e sem falar com ninguem. Noite perdida, não desisiti. Havia um zumzum de que ele estaria no IFCS no dia seguinte. Nessa época, apesar de morar em Niteroi, eu não fazia idéia de onde era esse IFCS (Instituto de Filosofia e Ciencias Socias, lugar onde por coincidência, eu iria estudar anos mais tarde), mas acabei encontrando, e lá fui eu, com „Memorial do Convento“ e os „Cadernos de Lanzarote I“ – na bolsa, para receber autógrafos. O texto que segue em itálico, eu escrevi em meu diário - pois naquele tempo, a gente só tinha diário mesmo, nem pensar em blogs - à época do acontecido. Como vocês já perceberam, cometo muuuitos erros de português, por isso não culpem o Saramago, estou transcrevendo exatamente o que eu mesma escrevi. Se não quiser ler minha versão, é só pular essa parte. Comecei assim, em letras garrafais:

4. Feira, 16 de abril de 1997. Hoje falei com José Saramago.
IFCS. Eis que ele surge. Eu esperava apenas ao Sebastião Salgado. Consegui entregar-lhe as duas cartas, a princípio. Depois de finda a palestra, conversamos. Não foi bem assim, eu descrevo mal. Aproximei-me com o Memorial nas mãos
(refiro-me aqui ao meu livro preferido, o "Memorial do Convento“) e disse: "Gostaria de lhe dar de presente, se já não fosse seu." Ele sorriu. Eu: "Tambem lhe entreguei duas cartas.“ (refiro-me às duas cartas que havia entregue antes do começo do comício) Ele:“ Ah, foi você? Como é seu nome?“ Eu: "Felicia Luisa." Ele autografou então meu livro e seguiu. Fui atrás. Entreguei-lhe então um papel onde estava escrito: "Não é preciso ser árvore para deixar raízes", em referência a ele ter dito que, se pudesse nasceria árvore para ter raízes na terra.

Já dentro do IFCS, apresentei-lhe os "Cadernos" e disse: „Queria dizer ainda que também sou meio cética as vezes, mas que não devemos desistir nunca.“ Ele:“ Minha filha, eu sou o mais cético dos seres humanos.“ Eu: "Eu sei, mas não podemos desistir nunca." Segui-o até a porta de uma sala. Qunado José retornou à porta eu, disse-lhe: "O senhor se importa se eu lhe escrever para Lanzarote?" Ele: "Não, claro que não, escreva sempre (super eloquente). Eu: "Mas como eu escrevo??" (referindo-me ao endereço). Ele (irônico): " Ora, como escrever? Escrevendo, ora..."
(Nesse ponto, tem razão quem disse que ele é cruel: ele estava pronto para debochar de mim, ao confundir minha ignorancia de seu endereço com ignorância sobre como me dirigir a um escritor. Mas eu relevei, porque tenho bom coração...) Eu (interrompendo-o): "Mas para onde? Já lhe escrevi através da Editorial Caminho..." Ele: "Não te preocupes, isso é mesmo assim. Até chegar á Lisboa, demora cerca de 15 dias, e depois até Lanzarote...Deve estar lá sim. Já há cerca de (?) dias estou aqui, havia já uma pilha de cartas." "É, eu já sei que o senhor recebe sempre uma pilha de cartas. (Foi algo assim) ) (eu sabia do dia-a-dia do Saramago porque havia acabado de ler seu diário, nao se esqueçam) Continuei: Aliás, quando eu disse que lhe escrevi para Lisboa, José respondeu: "Não, espere, vou dar-lhe o endereço." E anotou num papelzinho o que se segue. Essa parte eu tenho que pular, já que não tenho autorização para dar o endereço dele. Mas se você gosta do Saramago, acredite em mim: escreva para Lanzarote – Canárias. Sua carta vai chegar lá...continuando com meu diário, escrevi assim: (Gente, de próprio punho, eu tenho o endereço do gênio). Depois é que se deu o diálogo referente à pilha de cartas. Despedi-me então dizendo: "É um prazer e uma honra ser contemporânea de um gênio", e beijei suas mãos. Ele então, tomou as minhas, beijou-as, beijou meu rosto e com tapinhas carinhosos na nuca, disse-me sorrindo.“Tonta, tonta, tonta“. Interrompo só para dizer que foi a 1.e única que vez que alguem me chamou de tonta e eu fiquei feliz.... Segue: Fui-me: dois autógrafos, 3 beijos, um abraço, o endereço de próprio punho, o quem mais eu poderia querer? No meio do Largo de São Francisco, resolvi voltar. Afinal, ir pra quê? Voltei e fiquei parada olhando meu ídolo. Ele me olhava também, olhava as fotos, autografava. Após alguns minutos, resolvi me reaproximar: "Tem mais uma coisa." Ele toca carinhosamente no meu braço:"Diga." "Eu também gostaria que o Baltasar tivesse vivido, e ficasse com a Blimunda." "Mas a idéia já nasceu asssim, e no fim, ela acaba recolhendo a vontade dele.“ É. Eles viveram juntos o que era pra viver." Ele, falando com uma jornalista: "É que meu editor alemão quis por que quis que o Baltasar não tivesse morrido, e se recusa a admitir essa hipótese." Eu, já penalizada:“ Eu só tive essa idéia após lê-lo nos Cadernos". ...Eu: "Na carta que lhe enviei para a Editorial, eu falei..."
Ele, me interrompendo: "Mas quando foi esta carta?“ „Mais ou menos há uns dois meses." "Eu vou receber." "Tomara. Nesta carta eu digo que sempre me lembro do senhor e da Blimunda: quando estou triste, e minha vontade esmorece, eu penso: e se a Blimunda passar por aqui e me ver nesse estado...aí eu fico logo feliz!...“ Ele me abraçou de novo e disse:“ Que menina bonita que tu és." Eu não morri, a prova é que estou a escrever aqui. Respondi: "O senhor é que é o máximo, eu o adoro. Ele me abraçou de novo. Eu:“Eu não sei mais o que dizer, é uma honra, é uma honra.“...Mais jornalistas, mais autógrafos. Alguém o pegou pelo braço. “Vamos." Foram-se. Não o vi mais de tão perto, apenas separados por uma porta de vidro. Procurei alguém que acendesse meu cigarro, estava em êxtase. Ainda fiquei por perto da porta. Eles sairam (a imprensa, José, e Sebastião Salgado), não vi para onde. Mas isso tudo aconteceu de verdade.


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Eu escrevi encontros no plural não foi? Pois é, anos depois me encontrei -de novo - pessoalmente com Saramago. Dessa vez,um encontro muito rápido, não mais que 4 a 5 minutos, só o tempo de ganhar mais uns autógrafos e trocarmos 2 ou 3 frases. Mas essa história eu conto depois. O que eu queria registrar é um lado do Saramago que as pessoas talvez desconheçam: ele sabe ser amável, atencioso, carinhoso e brincalhão, apesar de toda a mascára de empáfia que aparenta. Mascára que acredito que ele porte mais por auto-protecão. Já li histórias sobre o mau-humor e cinismo do Saramago, escrita por gente muito respeitável. Não ponho em dúvida essas palavras, só acho que Saramago deve ser um ser humano como todos nós, sujeito à erros, equívocos, crises de mau humor e coisas afins. Que ele é uma figura pública não exclui o fato de não ser perfeito. Acho também que ele não precisa de advogados - tenho a impressão de que ele pode se defender muito bem sozinho - e eu jamais teria essa pretensão. Só queria deixar aqui uma impressão - minha impressão - positiva sobre ele. Amanhã, tem mais.

11.15.2004

Lista de Presentes

1 - CD: Bloco do Eu Sozinho - Los Hermanos
2 - CD: Bonança - Los Hermanos
3 - Livro: Rosário de Minas - Memórias e Sugestões, Octavio Mello Alvarenga
4 - Livro: Como e Por que Ler os Clássico, de Ana Maria Machado
5 - Grande Sertao Veredas (pode ser de sebo, viu?)

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Justificativas, esclarecimentos, bobagens:

* A lista não está em ordem de prioridade.
* Se vc não quiser me dar os livros, me empresta pelo menos, né? Juro que devolvo.
* Sobre o Los Hermanos: Juro que além de Ana Julia, só ouvi as cançoes que a maria Rita gravou, ninguem merece continuar em tamanha falta...
Obrigada, amigo oculto.
REMENDO: São 20:40h. lá fora a temperatura é de 4°C. Chego em casa e vou conferir se o nome do amigo- oculto já chegou pelo email. E entao....acabo de descobrir que não faço parte do grupo lá do Sindorme de Estocolmo no qual pensei que estivesse inscrita. O sorteio foi hoje. Nossa, vou chorar. Mas a lista fica aí, de qualquer jeito, tá amiguinhos??!!)

11.14.2004

PEQUENOS CHOQUES (...anotações de uma Visitante Distraída)

Quando fui à Veneza, vi pela primeira vez uma mulher com um diamante encravado (ou a gente escreve incrustado?) nos dentes. Fiquei estupefata e não parei mais de encará-la enquanto ela falava, sorria, ou simplesmente não fazia nada: Eu fiquei hipnotizada - sou caipira, uai, nunca tinha visto uma coisa daquelas. Fiquei pasma. Acho que a mulher chegou a desconfiar que eu estava a fim dela, tamanha a minha insistência em olhá-la. Mas eu não estava não, era assombro mesmo.

Recém chegada aqui, me lembro ainda do meu estranhamento ao ver outra mulher de salto alto, meias finas, tailleur e um vistoso colar de pérolas - indo para o trabalho, suponho - de bicicleta. Nossa, andar de bicicleta vestida desse jeito? Eu ainda não sabia que isso era comum. Também fiquei olhando, olhando, até a mulher sumir de vista. Escrevendo isso aqui, sobre ficar encarando a mulherada, começo a desconfiar que sou gay...Mas acho que não, foi o comentário da Antônia no post anterior que me fez lembrar desses e outros acontecimentos, que na verdade foram parte dos pequenos choques que sofri por conta da diferença cultural. Sobre bicicletas, a primeira vez que uma parou no sinal vermelho, ao lado do carro onde eu ia, perguntei ingenuamente:
-„ Ué, porque o moço da bicicleta também parou aqui na faixa?“.
-A resposta óbvia foi: „O sinal está fechado.“
- „O QUÊÊÊÊ?????“ e tome mais cara de assombro ao descobrir que os ciclistas também respeitam as leis de trânsito aqui, e podem ser multados caso a descumpram...
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O título do post eu plagiei descaradamente do João Ubaldo Ribeiro, no „Um Brasileiro em Berlim“. Aliás, eu recomendo enfaticamente a quem quiser saber mais sobre a Áustria que leia esse livro. Calma, gente, eu sei que Berlim é na Alemanha. Mas várias situações que ele descreve lá são parecidíssimas com algumas que vivo aqui: a minha constante tendência a sofrer atropelamento por bicicletas (cometo sempre invasões involuntárias na faixa dos ciclistas); o olhar e a reação dos homens quando passa uma gostosona na rua (nenhuma reação visível); a famosa bandejinha para receber dinheiro que existe em muitos estabelecimentos; a língua alemã, que quase ninguém por aqui usa, - aliás, constato que quem melhor pode falar o alemão aqui somos nós, estrangeiros: o povo aqui só fala em dialeto; a tradicional comida austríaca: Kebab, pizza e afins.
Um único conselho, caro, mas que vai de graça, especialmente para quem mora na Áustria ou Alemanha e pretende ler o livro: leia-o na santa paz do seu lar, de preferência num recinto isolado, e nunca, mas nunca mesmo pense em lê-lo em locais públicos: você vai se escancarar de tanto dar gargalhadas, causando um escândalo de risadas não muito recomendável aqui por essas plagas...
ADENDO:Cruz Credo, que mancada: O diamante era cravejado, cravejado, cravejado...Ou será mesmo incrustado?
 
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